terça-feira, 26 de agosto de 2008

Para a Ana


Ao sul

o tempo infinito da planície
o mistério de uma fonte antiga

a água fresca dos teus lábios

a sombra branca do casario
as manhãs azuis de julho


a tua pele de areia e sal

a abóbada da azinheira
o sonho liberto de uma praça


o sol no teu olhar

o chão a cheirar a terra
a cegonha em geometria


a brevidade do teu gesto

na negra noite das estrelas
o sono leve do corpo
que é meu teu meu teu meu teu m e u t e u m e u t e u